segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Oi, gente!



Não é que tenha abandonado o Blog, sabe? Eu só não escrevi mais. Simples assim.
Não foi por falta de tempo, porque tempo, meu amor, eu tenho de sobra. É mais por falta de assunto mesmo. O que eu vou escrever aqui? Não vou fazer disso um diário onde escrevo como foi o meu dia, porque já tenho um caderninho com essa função. Já disse que meus textos saem quando estou sentindo. Seja amor, raiva... Eu tenho que sentir. E tipo, não estou sentindo esses tempos. Claro, sinto o que todo mundo sente, mas não há nada que vire motivo para texto, entende? Isso é bom! Acho esse 'não sentir' ótimo. Porque eu estou numa paz que vocês não tem noção. Não tenho algo que me tire o sono, que me perturbe, que me faça tomar dez xícaras de café por minuto... Nada! É! Minha vida está um completo tédio e eu estou A M A N D O! Aprendi que me viro muito bem sozinha e que prefiro esperar algo bom acontecer a sair por aí atirando no escuro. Cansei dessa coisa de 'enquanto não acho a certa, me divirto com essas erradas'. Ou melhor, no meu caso seria 'enquanto não acho a certa, tento consertar as erradas'. Estou ótima, gente!
Bom, quem quiser conversar comigo, tenta pelo Twitter ( http://twitter.com/thaaammis ). Estou lá mais do que em qualquer outro lugar. Outra coisa, eu só vejo a conta de e-mail daqui uma vez por ano (hoje dei de cara com dezoito e-mails não lidos!), então vou deixar um e-mail onde estou sempre entrando, tá? - (thammis-leal@hotmail.com - que, óbvio, não é MSN). Eu agradeço aos convites para parceria, mas como vocês podem notar, mal atualizo o meu principal. Seria injusto com vocês que convidaram, né? E também me acho uma péssima escritora, vale dizer.

Enfim, esse post foi mais para dar sinal de vida do que para qualquer outra coisa.
Beijos e até a próxima.
Que pode ser amanhã, depois ou daqui a um ano.


Ps: Quem quiser dar uma olhadinha no meu Flickr ( http://www.flickr.com/photos/oqueeuvejo/ )... Estou tentando levar a fotografia a sério, mas tenham paciência, tá? Comecei agora.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Eu sempre fui assim!

Algumas coisas não mudam. Simples assim. Passam-se segundos, minutos, horas, dias, anos, séculos e certas coisas teimam em não mudar. Eu sou uma delas. Aliás, eu mudo! Mas preciso levar muito na cara antes de tomar alguma atitude. Há dois anos que pinto a unha da mesma cor, alternando apenas o tom de vermelho. Meu corte de cabelo é o mesmo desde o Natal. “Ah, mas foram apenas sete meses”, alguém provavelmente pensaria. Que nada! Eu mudava de corte todo mês. Ainda tenho mania de fazer cachinhos em todo cabelo que pego. Não gosto do meu pai, mas ainda consigo conviver bem. Minha psicóloga acha que não tenho problema algum, mas minha mãe insiste que tenho um “ódio interior da minha família que um dia vai me levar a loucura”. Eu ainda não gosto dela. A família. Nunca gostei.

Eu ainda não sei me prender a lugares, mas consigo me prender à pessoas de uma maneira extraordinária. Ainda confio em tudo mundo. Ainda acho que todos são meus amigos até que preciso deles e não os vejo. Ainda acredito em cada vírgula que me falam mesmo quando a falta de sinceridade está gritando. Ainda sou a amiga que apóia. Ainda preciso de certeza para guiar meus passos, mas ainda mudo de rumo num piscar de olhos.

Eu disse tudo isso para mostrar que por mais que eu tente mudar, certas coisas não mudam. Mas por mais que certas coisas não mudem, eu preciso mudar. Sempre. Para crescer, para ser melhor para mim e para os outros. Então, não vem dizer que eu mudei, que não era assim, que você não me conheceu assim. Você me conheceu assim. A única diferença é que eu não te amo mais, não te quero mais e não acredito no que você diz. Não encho o chão que você passa de flores, nem atraso minha vida por você. Não te quero mais. Não quero que você me ligue. Quero que você me esqueça e siga com sua vida. Como eu fiz. Mas antes de ir, prometa que não vai fazer com outra pessoa o que você fez comigo. Não repita seus erros. Eu juntei e colei todos os pedacinhos que você espalhou. Estou aqui inteira, mais forte que nunca. Quero uma nova história de amor. Querendo fazer alguém muito feliz. Esse alguém não é você. Não mais. Vai embora e me deixa em paz. Isso não é amor. Como diz aquela cantiga de criança: “O anel que tu me deste: era vidro e se quebrou".








Obs: Texto escrito em maio de 2008, mas que ainda é um dos favoritos.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009


Encerrando ciclos.
Matando expectativas.
Mudando alguns pensamentos.
Lavando alma e coração.

domingo, 26 de julho de 2009


Cada expectativa que eu arrancava só servia para compensar as expectativas que você arrancou de mim. E de tanto esperar por algo que eu nunca me conformei, de um jeito louco eu vi meus sonhos ressucitarem, como a surpresa de ver um morto se levantar do caixão. A noite já estava na metade quando li uma verdade que parecia se fantasiar de mentira, li a minha alegria voltar. Sorri pro espelho do armário, testei as molas do colchão, gritei sem som e mordi o travesseiro tentando conter a felicidade, mas eu queria mastigá-la, engolí-la e devorar tudo o que de ausente me deixou vazia por tanto tempo. Ah! Só que a vida é irônia, tem um sorriso tão sarcástico e se veste de palhaço para nos entreter até mesmo com o fim do nosso próprio amor. Porque dois dias que passaram, quarenta e oito horas, um par de voltas da Terra nela mesma, virou o meu mundo todo do avesso ou de ponta cabeça, invertendo os nossos papéis e adormecendo aos poucos o que se manteve tão desperto aqui dentro. Fiquei semanas brincando de bumerangue com as coisas que eu sentia, e algum poder seu, aliado ao vento sempre te trazia de volta pra mim. Mas de tanto jogar a céu aberto, alguém viu, passou por nós, no meio da nossa distância e pegou tudo o que eu sentia para si, no ar, em pleno vôo. Então me assustei e ainda me assusto porque o que eu senti por você não quer voltar. Eu perdi o que senti por você e eu sinto muito por isso. Confesso que deixei a porta destrancada para que tudo fugisse, confesso que fingi não ver tudo correr de mim. Não fui atrás. Em todo o caso, eu coloquei fogo em todos os planos que rabisquei no meu cérebro. Rasguei a nossa cama, as nossas despesas no supermercado, a pizza com duas cocas ao chão da sala do nosso apartamento. Apaguei nosso futuro verde e rosa. Depois ainda desenterrei de debaixo dos meus pés todo o sofrimento abarrotado no fundo da onde eu escondo o que quero esquecer, nunca te coloquei lá dentro e sei que mesmo se os nossos narizes tivessem olhos não conseguiriam ver logo embaixo deles que não somos da mesma espécie, que nossas mãos não se encaixam e que nossos pés jamais se encontrariam a noite. E esse mundinho dentro do meu quarto que você me ofereceu ficou tão menor e menos interessante depois que eu deixei a janela aberta. Com essa brisa de coragem que tomei no rosto, senti minhas pernas capazes de alcançar qualquer pessoa, em qualquer lugar.
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Autora: Maya

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Liberar e libertar-se!


Hoje, lá para as tantas da madrugada, resolvi checar os dois milhões de trânsitos astrológicos que encheram meu e-mail. Entre os conselhos de sempre, um trecho chamou atenção. “Quais lições que preciso aprender para me relacionar melhor? Liberar e libertar-se.”. Isso ficou na minha cabeça durante o resto da madruga. Comecei a pensar que, talvez, esse seja o segredo das coisas, entende? Eu preciso aprender a deixar as coisas livres. Digo, Coisas e pessoas.

É breguinha, mas eu acho aquele pensamento muito verdadeiro. Como é mesmo? “Se voltar é porque conquistei”. Chega uma hora que tentar já não adianta, que a energia se esgota e temos que abrir mão daquilo por qual tanto lutamos. Seja um amor, um objeto... Eu abri mão de inúmeras coisas que jamais achei que fosse capaz. Abri mão da minha casa, da minha independência, do meu emprego... Eu acho que estou aprendendo a arte do desapego. Não por cansaço, peso. Aprendi para ser uma pessoa melhor. É! Ando pensando tanto em mim esses dias (Morra de orgulho, Marcela!). Quando falo “desapego”, quero dizer que preciso colocar na cabeça que eu não tenho o poder de salvar tudo, conquistar tudo e que bater na mesma tecla quando não se tem retorno é autodestruição! Eu juro que não tem nenhuma indireta nesse texto. Estou falando de coração e o melhor de tudo, estou falando de mim.

Quando terminei de ler esse trânsito resolvi dar uma olhada no meu perfil. Escorpião com ascendente em Capricórnio. Dei de cara com isso: E, de fato, sua força de vontade é incrível, e você tem o raro poder de começar do zero quando, onde e como quiser. Tenderá a passar por mil mortes numa só vida, precisando começar tudo de novo, mas em todas as vezes terá muita destreza e espírito de luta.”. Resolvi parar depois de ler esse trecho. Eu sou fraca para me meter em certas situações, mas sou suficientemente forte para sair. Vamos lá! É época de encerrar ciclos e crescer. Liberar e libertar-se. O resto é consequência.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

"Eu já conquistei, é meu"

Foto: Thammis Leal

Meu humor anda muito extremista pro meu gosto. Quando não está no fundo do poço, está tão alto quanto o céu. Que saco!

Bem, hoje eu estou um amor de pessoa. Sem ironias, certo? Acordei me sentindo absurdamente bem. E o melhor de tudo é que não há qualquer motivo para isso. Não que eu precise de motivo para sorrir, mas uma paz de espírito me atingiu de tal maneira que estou até com medo do que virá. Estou naquilo de “Está bom demais para ser verdades”. Pensando melhor, acho que sei o motivo dessa paz. Eu, finalmente, resolvi agir. Não estou falando de outras pessoas, ok? Resolvi fazer aquela faxina interna que me prometi há séculos. Parece que tirei o mundo das costas. Recomendo!

Minha vida finalmente está voltando ao rumo que estabeleci no começo do ano. Voltei minha mente para coisas importantes (vestibular, mudança, emprego) e ando ocupadinha tentando organizar minha vida, afinal, em novembro entro para a casa dos 20, né? O tempo passa rápido e eu tenho muita coisa para fazer.


“Foi então que uma coisa muito legal aconteceu, meu amigo Marcelo, que nunca fala nada, resolveu disparar a matraca naquele jantar. Cansado de me ver tentando ser feliz com pessoas que simplesmente não me faziam feliz, ele me disse: você faz ao contrário, você cisma que alguém é a pessoa da sua vida e tenta fazer dar certo de qualquer maneira, sendo que o certo era alguém simplesmente dar certo de qualquer maneira e aí sim você fazer a pessoa ser da sua vida. Eu não preciso controlar a vida, meus hormônios, meu futuro, os outros, minha felicidade. Eu só preciso levar a vida, eu só preciso desfocar do sonho que me deixa míope e enxergar além, ou melhor: enxergar o que está na minha cara. Ver o quanto o resto todo já é perfeito e está lá, eu já conquistei, é meu.” (Tati Bernardi)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Lhulhu!


Eu não sou a pessoa mais fofa do mundo, mas hoje senti uma necessidade de te dizer o quanto eu te amo, Luciana. Eu sempre te apresento como “Lhulhu, o amor da minha vida”, mas acho que nunca cheguei a te dizer isso. Nunca te disse muita coisa. Nunca disse o quanto eu fico feliz por saber que você entrou na minha para nunca mais sair. Nunca disse o quanto eu fico aliviada quando você sabe que eu fiz besteira e joga isso na minha cara sabendo que preciso disso. Nunca disse o quanto eu preciso te abraçar algumas vezes e tenho vergonha de dizer. Nunca disse que sempre penso em você quando tomo vinho.

Nunca disse que eu não me imagino mais sem você. Nunca disse que é muito bom saber que posso contar com você para me segurar ou tentar aliviar minhas quedas. Nunca disse como é bom ficar de bobeira com você no MSN. Nunca disse como acho divertido quando você diz que eu sou a pessoa mais manhosa do mundo e me liga chorando por causa da TPM. Nunca disse que chorei escondida quando você foi embora. Nunca disse que chorei de felicidade quando você voltou. Nunca te agradeci por ter ido na minha despedida mesmo sem me conhecer. Nunca agradeci por sempre ficar ao meu lado, por me entender, me defender. Nunca disse que você entende melhor que ninguém.

Nossa breve conversa hoje me provou mil coisinhas. Você é para sempre, Lhulhu. Obrigada pelas palavras de carinho, pelos conselhos. Obrigada pelos gritos e puxões de orelha. Obrigada pelo ombro amigo. Obrigada por segurar minha mão sempre. Obrigada por salvar meu dia. Obrigada por tudo que você já fez por mim. Conta sempre comigo. Sempre, sempre! Vou cuidar muito bem desse meu coraçãozinho, pode deixar. Amiga, eu te amo. Muito.



'Na minha memória - já tão congestionada - e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares mais bonitos.'






Obs: Texto escrito dia 30/06/09, mas completamente atual.